Como a autoestima muda ao longo do tempo?

Como a autoestima muda ao longo do tempo?

26 de março de 2020 0 Por Ammece

Sua confiança atinge seu pico aos 60 anos.

Quanta autoconfiança você se lembra de ter  aos 6 anos? E quando você estava no ensino médio? Como é a sua autoestima hoje em dia, e como você acha que será quando tiver mais idade? Você pode não perceber, mas sua autoestima muda com o tempo: à medida que envelhece, você cresce, tanto física quanto mentalmente, abrindo espaço para mais autoconfiança e amor próprio ao descobrir como sua verdadeira identidade realmente se parece.

A autoestima  “atinge o pico” por volta dos 60 anos – ler isso agora, parece chato não é mesmo? Você basicamente tem que viver e experimentar a maior parte da sua vida antes de se sentir mais confiante? Bem, é um pouco mais complexo que isso, então vamos detalhar para compreendermos melhor.

Ao longo da vida, sua confiança cresce a um ritmo relativamente constante, faz uma pausa durante a adolescência (vixi, não diga mais nada), “aumenta fortemente até os 30 anos” e continua a aumentar até por volta dos 60 anos, quando a autoestima atinge seu maior “pico”. A partir daí, a autoestima “permanece constante até os 70 anos, declinando ligeiramente até os 90 anos” e “declina mais fortemente até os 94 anos”.

Mais uma vez, pode parecer meio decepcionante que sua auto-estima não “atinja o pico” até que você fique muito mais velha, mas pense assim: Estamos basicamente dizendo que a vida – e toda experiência que ela traz, é que molda sua autoestima e sua capacidade de se sentir confiante. Então, realmente, uma maneira mais positiva de interpretar essas descobertas é da perspectiva de que a vida é, em grande parte, tudo sobre aprender a amar a si mesmo –  e é apenas, como você sabe, uma espécie de longa jornada, com altos e baixos e muito aprendizado.

Mas essa jornada, por si só, é muito saudável e, de acordo com Deborah Cohan, Ph.D., professora de sociologia da Universidade da Carolina do Sul-Beaufort, que explora o ato de amor próprio, em qualquer idade, é essencial para o seu crescimento, felicidade, resiliência e produtividade. “O autocuidado é um processo”, disse Cohan. “Não é um evento como assistir a uma aula de ioga ou fazer uma massagem. Essas atividades certamente podem fazer parte da jornada em direção ao aprimoramento do autocuidado, mas o ponto é que esse é um processo e uma jornada em evolução e ao longo da vida”.

Então, o que “autocuidado” realmente implica exatamente? É algo discutido o tempo todo no espaço de bem-estar, mas o que significa praticar o autocuidado – e, finalmente, o amor próprio?

O autocuidado envolve a capacidade de dizer “sim” ao que alimenta sua alma e “não” ao que não lhe serve. Trata-se de estabelecer intenções, estabelecer limites saudáveis e resistir ao desejo de ser “perfeita”. “O autocuidado envolve ficar mais confortável consigo mesmo, fazer amizade com o seu eu, e isso envolve solidão e silêncio (pelo menos parte do tempo)”.

O amor  e o respeito próprio vêm de três lugares: entender as razões por trás de suas ações, comportamentos e hábitos; compreender e aceitar sua situação atual; e ir trabalhando para melhorar. Não é de admirar que seja um processo ao longo da vida, certo?

Mas, realmente, praticar o amor próprio no dia a dia não precisa parecer tão pesado e complicado, muito pelo contrário. 

Existem algumas maneiras simples de garantir que esteja cuidando de si mesma e, por sua vez, fortaleça seu senso geral sobre você.

Primeiro, se pergunte sobre o que você realmente precisa, neste exato momento. Então, se entregue á isso! Em outras palavras, ame sua criança interior, que pode ter uma necessidade mais profunda que precisa ser satisfeita. 

Se é uma necessidade  externa, como uma massagem ou uma caminhada, então esse desejo vem de um lugar em que você precisa escutar profundamente.

Encontrar tempo e espaço para respirar e sentir seu corpo. Quer você faça isso através de algo como meditação, ioga, uma atividade física ou usando seus cremes de beleza e tratamento, tudo conta como um ato de amor próprio!

Conclusão: Se você ainda não tem 60 anos de idade, comece agora mesmo a  trabalhar o seu autocuidado para se apaixonar por você cada vez mais e em qualquer idade! Esse ato, por si só, é realmente revolucionário e maravilhoso!